Tudo começa com os primórdios da medicina, como biossegurança é a preocupação com a saúde da vida, nada mais justo que ande lado a lado com a vontade do homem de querer cuidar de si e dos outros. As primeiras civilizações (sumérios, egípcios, gregos e romanos) reservaram uma pequena parte da sua sociedade como responsável pela cura e prevenção de riscos do povo, inventaram os primeiros equipamentos de proteção individual (EPI) e cultivaram o início do hábito da higiene pessoal.
Posteriormente, na Idade Média, veio o avanço geográfico das populações. Percebeu-se que as cidades muradas, com um grande número de pessoas, estavam mais suscetíveis a sofrerem de intensos flagelos, pestes terríveis que dizimavam povos. Intensificou-se, portanto, medidas de higiene comum como as normas sanitárias: tratamento de água para consumo humano e preservação de alimentos comercializados. São práticas que permanecem até os dias atuais e permitiram que as sociedades se tornassem cada vez mais modernas e influentes.
Ao pesquisar sobre biossegurança moderna, poderá encontrar informações referentes às atividades de um cientista, profissional da saúde, ou até mesmo produtor de alimentos. Elaborar organismos geneticamente modificados, cuidar da limpeza hospitalar, prevenir contaminação microbiológica alimentícia, todas essas são áreas que, se seus profissionais não tomarem cuidado, podem causar danos extensos à vida humana. Recentemente, o território regido pelas leis de boas práticas se estendeu além dos laboratórios e indústrias, até chegar nas escolas, comércios e organizações governamentais. Com o advento das doenças endêmicas e pandêmicas, ninguém pode fugir da biossegurança.
Ao se agrupar em grandes comunidades, mantendo constante contato com outros agrupamentos semelhantes, o homem moderno permitiu a disseminação de doenças contagiosas em larga escala. O início do contágio se deu com o avanço humano no habitat de animais transmissores, devido à necessidade de ocupar e expandir cidades. E o contato com esses animais, unido à falta de conscientização da população sobre cuidados com essas doenças, traz um resultado catastrófico, como observado nesse momento com o novo coronavírus e até irreversível, como os casos de dengue anuais que infelizmente vieram para ficar.
Então, como se deve praticar biossegurança? Como se proteger ao máximo desses riscos e das consequências de perigos já estabelecidos na vida dos brasileiros? Além das práticas corretas de higiene, existem outros pontos que servem para reforçar um comportamento correto e preventivo. As maiores causas de agravo de uma pandemia são a disseminação de informações falsas, o caos social e não seguir com mudanças de comportamento remediais à situação. Biossegurança não é apenas lavar as mãos e as compras. Biossegurança também é se manter informado a partir de fontes científicas confiáveis e repassar essa confiança para outros ao redor. Biossegurança é manter suas mãos limpas quando acabar a pandemia também. Biossegurança é fazer de tudo para que a vida, seja humana ou não, esteja segura.
Escrito pela assessora de Talentos Humanos Bruna Sgrott
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